A noite é o preludio da alma
Os créditos de sua vida vão passando
E sentado detrás de poltronas confortáveis
Críticos paspalhos vão anotando cada momento
Eles não deixam nada escapar
Safados, dizem que sua obra não vale nada.
Falta arte, falta realidade.
Falta vida
Como podem eles saber de algo?
Se ficam apenas lá, no conforto.
Entre quatro paredes
Nada os incomoda, só sabem criticar.
Afinal a noite é para os homens
O que é a paixão para os adolescentes
"Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece. E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?"
8/10/2016
Conversa noturna
Esse tempo todo sem te ver
Você menina, você mulher.
Kafka te manda lembranças
Caímos no abismo da profundidade
E juntos saímos, da caverna para ver as luzes.
Devemos aproveitar tais raros momentos
Pois mais raros ainda sãos os que pensam
Desejava-te antes, era bonita bela.
Agora, tal sentimento é deveras supérfluo.
Já não me interessa mais, pois conheci teu amago.
Esculpido pela dor
Tornou-se infinitamente mais bonita
E humana demasiada humana
E nossas mãos,
Jamais vão se entrelaçar
Mas quando deito a noite
Sua imagem me vem à cabeça
Mas assim são as coisas belas
Momentâneas e platônicas
Pois se queres manter seu ideal vivo
Não deves vivencia-lo
Você menina, você mulher.
Kafka te manda lembranças
Caímos no abismo da profundidade
E juntos saímos, da caverna para ver as luzes.
Devemos aproveitar tais raros momentos
Pois mais raros ainda sãos os que pensam
Desejava-te antes, era bonita bela.
Agora, tal sentimento é deveras supérfluo.
Já não me interessa mais, pois conheci teu amago.
Esculpido pela dor
Tornou-se infinitamente mais bonita
E humana demasiada humana
E nossas mãos,
Jamais vão se entrelaçar
Mas quando deito a noite
Sua imagem me vem à cabeça
Mas assim são as coisas belas
Momentâneas e platônicas
Pois se queres manter seu ideal vivo
Não deves vivencia-lo
8/04/2016
Cocar
Cocar
Você me diz que qualquer dia eimos de nos encontrar
Pra bater um papo calmo, conversar da alma.
Queria saber dos nossos pássaros
O que foi feito dos nossos cocares?
O meu, criou penas novamente.
E agora se arrisca a voar em meio aos turbulentos ventos
Tu já não sabes direito. Parece que migrou para com as andorinhas
Expulsa cedo do ninho, viu-se obrigada a voar.
Perdida será? Afinal todos estão
Mas essa balada da alma
Há de acontecer
E tudo há de voltar a ser belo e calmo por alguns minutos
Afinal, temos que seguir a correnteza.
Você me diz que qualquer dia eimos de nos encontrar
Pra bater um papo calmo, conversar da alma.
Queria saber dos nossos pássaros
O que foi feito dos nossos cocares?
O meu, criou penas novamente.
E agora se arrisca a voar em meio aos turbulentos ventos
Tu já não sabes direito. Parece que migrou para com as andorinhas
Expulsa cedo do ninho, viu-se obrigada a voar.
Perdida será? Afinal todos estão
Mas essa balada da alma
Há de acontecer
E tudo há de voltar a ser belo e calmo por alguns minutos
Afinal, temos que seguir a correnteza.
8/01/2016
Ode a tristeza
A solidão nunca me incomodou
A estimo muito, mas viver em tal estado de demência.
Nessa ausência, nesse abismo na alma.
O único consola que resta é o suplicio
Tal quadro chega a ter uma beleza fúnebre
Um ultima traço de humanidade
Da qual os escritores tanto gostam
Mas os coitados nunca vivenciaram tal prazer
Sonhos, luzes traços nada mais importa.
Apenas fazer parte desse teatro dramático
Do qual somos todos coadjuvantes
A beleza está no sofrimento
E aos pobres malditos
Só resta aceitar o castigo
Pois deveras o merecem
E um sentimento nobre de expiação os ilumina
Estes sim são os dignos
Pois vivenciam a tragédia
Sem receber nenhum aplauso
A estimo muito, mas viver em tal estado de demência.
Nessa ausência, nesse abismo na alma.
O único consola que resta é o suplicio
Tal quadro chega a ter uma beleza fúnebre
Um ultima traço de humanidade
Da qual os escritores tanto gostam
Mas os coitados nunca vivenciaram tal prazer
Sonhos, luzes traços nada mais importa.
Apenas fazer parte desse teatro dramático
Do qual somos todos coadjuvantes
A beleza está no sofrimento
E aos pobres malditos
Só resta aceitar o castigo
Pois deveras o merecem
E um sentimento nobre de expiação os ilumina
Estes sim são os dignos
Pois vivenciam a tragédia
Sem receber nenhum aplauso
6/20/2016
Cartas das 5
Escrevia o amante insano até o amanhecer
Enamorado de suas próprias mentiras
Tantas ditas até se tornarem verdadeiras
Sua caneta sempre torta
Sua tinta, esgotada.
Ninguém recebia suas cartas
Que ele tão febrilmente escrevia
Os dias em clara
Na busca de um problema
Afinal nada o impedia
E também nada o impelia
Continuava a espera da resposta
Mas sequer sabia o problema
O telefone não tocou
E a porta não se abriu
Enamorado de suas próprias mentiras
Tantas ditas até se tornarem verdadeiras
Sua caneta sempre torta
Sua tinta, esgotada.
Ninguém recebia suas cartas
Que ele tão febrilmente escrevia
Os dias em clara
Na busca de um problema
Afinal nada o impedia
E também nada o impelia
Continuava a espera da resposta
Mas sequer sabia o problema
O telefone não tocou
E a porta não se abriu
5/25/2016
Bipolaridade
Dois são os polos
Dois são os extremos
Duas vezes eu chorei
Dez vezes eu sorri
A vida esta doente
Não toma seus remédios
E insiste em fazer um maremoto
Em meu coração
Queimar para irrigar nossa alma
Morrer para renascer
Destruir para construir
Se apaixonar, para colher os cacos.
Semear coração e razão
Eterna briga... ambígua, bonita de ver
Café e poesia, conversas e caricias.
Norte e sul. eu e você
10/12/2015
Honra ao mérito
Corpos dilacerados, mais uma medalha.
Mais um corpo, mais uma vitória.
Os grandes sentados em seu trono de sangue
Movem as peças no tabuleiro, um belo jogo.
Milhares de jovens não voltam pra casa
Que nunca irão se apaixonar
Nunca irão voltar para suas famílias
Mais uma guerra, mais uma condecoração.
Mais um tiro a esmo, o sangue a jorrar dos dois lados.
Idolatria de uma causa qualquer
Para que as engrenagens continuem a girar
E os corpos continuem a voltar
É a indústria da morte
Que lucra milhões, no grande negócio da guerra.
E os jovens coitados... mal sabem o que fazem
Vão se como marionetes, como peças de xadrez.
Para que você, ai sentado.
Continue a ver filmes de guerra
Continue a comer sua rosquinha,
Vivendo em seu mundo de mentiras
É o que somos
É o que sempre seremos
Peças num tabuleiro de xadrez
Xeque mate
Mais um corpo, mais uma vitória.
Os grandes sentados em seu trono de sangue
Movem as peças no tabuleiro, um belo jogo.
Milhares de jovens não voltam pra casa
Que nunca irão se apaixonar
Nunca irão voltar para suas famílias
Mais uma guerra, mais uma condecoração.
Mais um tiro a esmo, o sangue a jorrar dos dois lados.
Idolatria de uma causa qualquer
Para que as engrenagens continuem a girar
E os corpos continuem a voltar
É a indústria da morte
Que lucra milhões, no grande negócio da guerra.
E os jovens coitados... mal sabem o que fazem
Vão se como marionetes, como peças de xadrez.
Para que você, ai sentado.
Continue a ver filmes de guerra
Continue a comer sua rosquinha,
Vivendo em seu mundo de mentiras
É o que somos
É o que sempre seremos
Peças num tabuleiro de xadrez
Xeque mate
9/22/2015
Fuga noturna
Falar sem nada dizer.
Tanto andar sem sair do lugar
As portas do ônibus entreabertas
Lotado para variar, ódio,
Com receio do que possa encontrar
Quando revirar seu pequeno ninho
Falsas promessas... Caminhos tortos
Só nos resta odiar
Sua calça rasgada, seu pedaço de eu.
Caminhando por aí, expressão vazia no rosto.
Esbarrando em multidões inexpressivas
Solitários, todos nós.
Em meio ao lodo da vida humana
Esperando o anoitecer chegar
Para nossas botas calçar
E nossos moicanos levantar
É chegada a hora da libertação
Por algumas horas
Á sombra da lua
Gritar por liberdade
.
Tanto andar sem sair do lugar
As portas do ônibus entreabertas
Lotado para variar, ódio,
Com receio do que possa encontrar
Quando revirar seu pequeno ninho
Falsas promessas... Caminhos tortos
Só nos resta odiar
Sua calça rasgada, seu pedaço de eu.
Caminhando por aí, expressão vazia no rosto.
Esbarrando em multidões inexpressivas
Solitários, todos nós.
Em meio ao lodo da vida humana
Esperando o anoitecer chegar
Para nossas botas calçar
E nossos moicanos levantar
É chegada a hora da libertação
Por algumas horas
Á sombra da lua
Gritar por liberdade
9/11/2015
Fagulhas
Ideias que se queimam
Como pólvora prontas a explodir
Caso entre em contato com a menor das fagulhas
Por isso é preciso tomar cuidado
Ideias são bombas
Perigosas, vão se articulando.
E quando menos esperas
Tomam conta de ti
Assim como o napalm nas aldeias a queimar
O peito em prantos a chorar
Pelo tempo perdido, pelo futuro esquecido.
O passado é um livro remendado, perdido.
A estante está lotada
Lotada de vidas que se seguem
Cheias de fagulhas prontas a queimar
E o coração, querendo ascender.
Mas os caçadores de ideias ai estão
Prontos para te pegar
Prontos para te cegar
Prontos para te calar
É preciso amar, com todas as forças.
Resistir, sorrateiros dentre as bordas.
Resistir contra o esquecimento
É preciso viver.
Como pólvora prontas a explodir
Caso entre em contato com a menor das fagulhas
Por isso é preciso tomar cuidado
Ideias são bombas
Perigosas, vão se articulando.
E quando menos esperas
Tomam conta de ti
Assim como o napalm nas aldeias a queimar
O peito em prantos a chorar
Pelo tempo perdido, pelo futuro esquecido.
O passado é um livro remendado, perdido.
A estante está lotada
Lotada de vidas que se seguem
Cheias de fagulhas prontas a queimar
E o coração, querendo ascender.
Mas os caçadores de ideias ai estão
Prontos para te pegar
Prontos para te cegar
Prontos para te calar
É preciso amar, com todas as forças.
Resistir, sorrateiros dentre as bordas.
Resistir contra o esquecimento
É preciso viver.
9/06/2015
È tempo.
E chegou o tempo que estamos todos a pastar
Em meio à relva, molhada a procura de grama verde.
E a digestão é lenta e retrógrada
Indigestão, deitados e estupefatos.
É tempo de olhar para os lados
Atravessar com cautela
O bonde vem chegando
E com ele a perdida esperança
Você se move por inércia
Vive por osmose
Seu cérebro é uma bomba relógio
Pronta há explodir... em prantos
Você alerta, a tudo procura.
Porem já não ha mais pasto
Nem nada para encontrar, todos caçoam.
Já não sabes mais de nada
Não falas mais de nada
Segue o fluxo da vida, todos mascarados.
Faz o que se deve fazer
Procurando um novo amanhecer
Em meio à relva, molhada a procura de grama verde.
E a digestão é lenta e retrógrada
Indigestão, deitados e estupefatos.
É tempo de olhar para os lados
Atravessar com cautela
O bonde vem chegando
E com ele a perdida esperança
Você se move por inércia
Vive por osmose
Seu cérebro é uma bomba relógio
Pronta há explodir... em prantos
Você alerta, a tudo procura.
Porem já não ha mais pasto
Nem nada para encontrar, todos caçoam.
Já não sabes mais de nada
Não falas mais de nada
Segue o fluxo da vida, todos mascarados.
Faz o que se deve fazer
Procurando um novo amanhecer
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