A doce intimidade intima
Como é bom ser novamente intimo de alguem
Talvez tao intimo como jamais fui
Talvez , ninguem jamais o tenha sido
E toda a metafisica eu mando a merda
Pois o que me aflige agora sao coisas simples
aquelas que tocam a alma, aquelas banais!
Um doce olhar, um toque, uma calma,uma cama
Se nao fossem todas as historias e memorias
Não estariamos aqui , á sonhar e viver
E eu que jurei nao mais escrever sobre amor
Novamente me pego , apaixonado a escrever
Deixo marcas em teu corpo
A noite é uma criança sem pudor
Tu deixas marcas em meu amago
E o dia é brincar ao sol
Vivemos em tempos estranhos
Os valores perdidos, o dinheiro vital
Entao que me importa tudo isso
Fiquemos num abraço atemporal
Entao que isso fique entre nós
Sem mais ninguem, sem demagogia
Sem conversa fiada, alias
Varar a noite jogando conversa fora..
Eu digo poesia,
Tu dizes vá trabalhar
Eu digo pensamentos
TU dizes vem para cama
Agora termino por aqui
Pois ja dizia o enfadonho
Que as coisas devem ser
Então, vamos viver e amar
"Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece. E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?"
1/04/2017
12/12/2016
Dê um role
Saio por aí , ver o que esta passando
Sento na chuva a observar esse teatro
Sorrisos ,conversas e cirandas rolando
Tantos contos, encantos e encontros
Mas no meu peito bate outra verdade
Meu grito,silencioso e aleatório
Como estar em ti ,se é na liberdade
Que acabo preso em teu repertório
Vejo as cores que parecem tao belas
Vejo sorrisos por traz das malicias
Vejo pessoas despreocupadas
A falar de revolução e sevicias
Um mártir , um festim para a causa ,
Quem era mesmo? nao importa
Somos todos Severinos, é o refrão
Todo esse papo me deixa abismado
Todo esse amor me parece banal
Triste ver que nao hei de ser amado
No meu silencio, um barulho infernal
No final termina tudo nublado
Me recanto no meu desencanto
Chove, vou-me amargurado
Pois teu encanto já me escapuliu
No ponto , uma interrogação !
ou uma exclamação ?
Perco o ônibus e com ele este lirismo fajuto
12/08/2016
Rosas
O mundo anda doente, ja nao é para ninguém
O ébrio perdeu seu encanto, e já nao sai para beber
Os amantes, estão a chorar, os pensantes a se matar
Os loucos a sorrir , pois já nao sabem de nada mas tudo viram
Amontoados de tempestades andantes
A procura do pote de ouro
Nuvens carregadas ,empacadas
Doidas para cair
Mas a chuva nao vem
Apenas o vento, a cair nossas folhas
Vamos ficando nus, sem vestimentas
Criando raízes cada vez mais profundas
Olhares cansados,lacrimejados
Corações á sete chaves
Vejo uma multidão, vejo um mar
Para nao dizer que nao falei das flores..vejo rosas em todos os lugares
Tentam desesperadamente crescer , e desabrochar
Mas teimam em corta-las , para presentear a outros
Teimam, em usa-las de enfeite ,ou arrancar suas petalas
Sobram os espinhos..
10/29/2016
Janela Temporal
Desculpe meu bem
mas nosso tempo já passou
Se é amor, não quero não
Tudo tao simples
Que chega a ser complexo
Uma intrínseca ligação
Me tira a calma,e alma
Por isso vou-me embora
Preciso cair fora
Não sou perfeito, me desculpe
mas esse peso não suporto
Você sempre soube
Quão cruel as coisas são
Sempre soube quem era quem
passado nostálgico
do presente um amargo no meu amago
Eu fujo da verdade
Eu fujo de mim mesmo
talvez seja tudo frustração
Mas estou cansado ,
perdi a memória e o sono
Sou da noite
Mas ela já não é mais minha
Muitas incertezas, de comum
só a doença maldita
O resto perdeu-se nas agulhas do tempo
Eu terminarei só
Caduco,olhando para o céu
pensando no que poderia ser
afinal, é tanta teoria ...
mas nosso tempo já passou
Se é amor, não quero não
Tudo tao simples
Que chega a ser complexo
Uma intrínseca ligação
Me tira a calma,e alma
Por isso vou-me embora
Preciso cair fora
Não sou perfeito, me desculpe
mas esse peso não suporto
Você sempre soube
Quão cruel as coisas são
Sempre soube quem era quem
passado nostálgico
do presente um amargo no meu amago
Eu fujo da verdade
Eu fujo de mim mesmo
talvez seja tudo frustração
Mas estou cansado ,
perdi a memória e o sono
Sou da noite
Mas ela já não é mais minha
Muitas incertezas, de comum
só a doença maldita
O resto perdeu-se nas agulhas do tempo
Eu terminarei só
Caduco,olhando para o céu
pensando no que poderia ser
afinal, é tanta teoria ...
10/25/2016
E agora Maria?
Em um dia só amores
Conversas noturnas ,papo legal
No outro quem é quem?
Já não te conheço mais
Onde estava aquele amor
Que diz o doutor incondicional
Diz o estudado construção social
Digo eu , triste final
Aprendemos juntos talvez
erramos demais, vivemos de menos
Tu ai, eu cá
Cada um com uma verdade no peito
E os dois com o medo na mão
medo de dizer tudo que ha pra ser dito
Mas que fica por la
nas teias do orgulho
No baralho da vida
sou o coringa
Tu é a bancada
Sempre a lançar novos jogos
Um dia esse jogo termina
Sem blefe, nem cartas na manga
Afinal até a partida mais longa tem final
Sem perder , nem vencer
Conversas noturnas ,papo legal
No outro quem é quem?
Já não te conheço mais
Onde estava aquele amor
Que diz o doutor incondicional
Diz o estudado construção social
Digo eu , triste final
Aprendemos juntos talvez
erramos demais, vivemos de menos
Tu ai, eu cá
Cada um com uma verdade no peito
E os dois com o medo na mão
medo de dizer tudo que ha pra ser dito
Mas que fica por la
nas teias do orgulho
No baralho da vida
sou o coringa
Tu é a bancada
Sempre a lançar novos jogos
Um dia esse jogo termina
Sem blefe, nem cartas na manga
Afinal até a partida mais longa tem final
Sem perder , nem vencer
10/21/2016
As flores da morte
Passam se as horas
A verdade vem chegando
Os quatro cavaleiros
De arma em punho
O que sobra da sua vida
Quando tira as ilusões
O terror chega a sua porta
Mas se tudo se repete
Numa grande incongruência
A escada ali esta
E o elevador esta parado
De um lado a oposição
De outro o governo
Todo mundo ri
Enquanto o pobre chora
Fique com tua paz
Que eu fico com meu caos
Fique com tuas flores
Que fico com os espinhos
Se e pra não enlouquecer
Uma virtude escolher
Demagogos querem ser
Pra poder espairecer
Falam de mentiras tão honestas
Criticas open bar,mas por traz do
Palco a sujeira rola solta
Essa truque ta manjado
Guerra e paz você me diz
Flores contra as armas
De um lado o filantropo
De outro o misantropo
Cada um com sua razão
Cada um com sua vazão
Mas eu aqui sentado
Não sou de ninguém não
Vermelho do meu sangue
Branco na minha mente
Negro são meus punhos
Minha alma não tem cor
Fico pensando no que vai ser
Esse povo estudado
Vive a debater, enquanto a gente continua
Sem saber ler nem e escrever
10/14/2016
18 de outubro
Contas que nao param de chegar
Cada dia mais longo que o outro
sete dias e sete noites se passaram
A sete palmos se encontra
No papel a prova
No coração a certeza
Na mente o sonho constante
Na real? Uma copia barata
Mas quem se importa afinal?
Tudo segue por ai
O galo canta, e a formiga trabalha
o velho varre, e a missa é aos domingos
Agora, nos encontremos por ai
Ideias e traços mundo afora,
Vivencia estagnada, escrita atrofiada
Prepare o a cama para mim
Cada dia mais longo que o outro
sete dias e sete noites se passaram
A sete palmos se encontra
No papel a prova
No coração a certeza
Na mente o sonho constante
Na real? Uma copia barata
Mas quem se importa afinal?
Tudo segue por ai
O galo canta, e a formiga trabalha
o velho varre, e a missa é aos domingos
Agora, nos encontremos por ai
Ideias e traços mundo afora,
Vivencia estagnada, escrita atrofiada
Prepare o a cama para mim
Gratidão?
O palhaço sem platéia
Sentado a beira da escada
Roubando o riso alheio
Pobre palhaço
Nem palco nem platéia
Vive aprontando das suas
Ja viram um palhaço cabisbaixo?
Ora pois eles existem
Estão ai, aos milhares pela rua
Artistas desconhecidos, jovens sonhadores
Todos com um sonho em comum
Todos com estréia cancelada
Mas afinal que sonhos?
O que é a arte se não mais uma fuga
De nossa triste e solene realidade
Se é mentira eu não sei, mas tu achas belo?
Sem flores ou carnaval
Carnaval de ideias mortas
Flores , positividade
Como sou legal não?
Ideias não podem ser mortas
Diz o militante caricato
Num tempo em que já não é possivel sonhar
sobrevivem as ideias destiladas
E o jovem palhaço se adaptou ao mercado
A moda agora é fazer texto de protesto
Amar a natureza, arte de consumo
Gratidão a você tambem
Sentado a beira da escada
Roubando o riso alheio
Pobre palhaço
Nem palco nem platéia
Vive aprontando das suas
Ja viram um palhaço cabisbaixo?
Ora pois eles existem
Estão ai, aos milhares pela rua
Artistas desconhecidos, jovens sonhadores
Todos com um sonho em comum
Todos com estréia cancelada
Mas afinal que sonhos?
O que é a arte se não mais uma fuga
De nossa triste e solene realidade
Se é mentira eu não sei, mas tu achas belo?
Sem flores ou carnaval
Carnaval de ideias mortas
Flores , positividade
Como sou legal não?
Ideias não podem ser mortas
Diz o militante caricato
Num tempo em que já não é possivel sonhar
sobrevivem as ideias destiladas
E o jovem palhaço se adaptou ao mercado
A moda agora é fazer texto de protesto
Amar a natureza, arte de consumo
Gratidão a você tambem
10/13/2016
Dança Funebre
Duas verdades
dois lados da moeda
dois nomes e uma filiação
um ritmo só
Sinta a batida meu doce
você consegue dançar comigo?
È real demais para ti?
balance seus quadris
Quem é você afinal?
Sinta a batida, entra na dança dos falidos
Acompanhe meus passos
mas não diga nada, por favor
Você consegue meu bem?
Só não vá perder o ritmo...
dois lados da moeda
dois nomes e uma filiação
um ritmo só
Sinta a batida meu doce
você consegue dançar comigo?
È real demais para ti?
balance seus quadris
Quem é você afinal?
Sinta a batida, entra na dança dos falidos
Acompanhe meus passos
mas não diga nada, por favor
Você consegue meu bem?
Só não vá perder o ritmo...
10/12/2016
Estrela apagada
Nada escrevo, nunca soube escrever
O poema é que me escreve
E se não fosse de tal forma
Nada haveria nas linhas de minha existência
O homem que sentia de menos
E sonha de mais
Nada sabia sobre amores
Tudo sabia sobre historias
Muito pra contar, pouco pra escutar
Muito pra chorar, algo pra esquecer
Ideias que se perdem na caixa preta do sentir
Diferente é a dor de cada um
Alguns choram por tristeza
Outros por dor ou felicidade
Afinal,Chora quem esta vivo
Tantos atalhos, poucos caminhos
È tanto verbo que vira substantivo
Tanto pesar falar e sonhar
Que termina tudo no pulsar
de uma estrela prestes a acabar
O poema é que me escreve
E se não fosse de tal forma
Nada haveria nas linhas de minha existência
O homem que sentia de menos
E sonha de mais
Nada sabia sobre amores
Tudo sabia sobre historias
Muito pra contar, pouco pra escutar
Muito pra chorar, algo pra esquecer
Ideias que se perdem na caixa preta do sentir
Diferente é a dor de cada um
Alguns choram por tristeza
Outros por dor ou felicidade
Afinal,Chora quem esta vivo
Tantos atalhos, poucos caminhos
È tanto verbo que vira substantivo
Tanto pesar falar e sonhar
Que termina tudo no pulsar
de uma estrela prestes a acabar
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