Lembro-me que quando cheguei
Nessa terra inóspita e sem cor
Cinzenta, o conheci... fascinado pela nova cultura
Uma garrafa de vinho por uma de vodka tu disses
Por muito tempo bebemos
A esmo pelas esquinas
Felizes na inocência do ser
Rebeldes sem causa a vomitar pelas esquinas
E quando não havia ninguém
Lá estava você, o pequeno príncipe.
A me cativar, com vinho e revolução.
Bebericamos o sabor da anarquia
E era bom, aproveitamos o caos.
Fizemos nossa revolução
Saímos às ruas, montamos nosso grupo.
Éramos os garotos da Rua 11
Brigamos, esperneamos
Querendo saber quem era o melhor
Mal sabíamos que estávamos tão errados
E do que rimos ontem, lutamos por hoje.
Cada um foi para o seu lado
Hoje em dia fico pensando
Como estará aquele amigo
Hoje anda falando difícil
Sobre revolução e negritude
Parece que o tempo passou
Bateu a minha porta e eu nem percebi
Que seja meu moicano já não esta mais de pé
Minha jaqueta esta furada, meus rebites já caíram.
Perdido em meio à trilha de atalhos que a vida mostra
Guardo no fundo umas fotos
Olho e me recordo, era feliz e não sabia.
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